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4.7.18

Inscrições abertas para os Centros de Estudo de Línguas


As novas turmas terão início no segundo semestre deste ano.

Estão abertas as inscrições para alunos que têm o desejo de aprender um novo idioma. As turmas dos Centros de Estudos de Línguas (CELs) terão início no segundo semestre deste ano.
São mais de 200 unidades em todo o Estado, que oferecem cursos gratuitos de inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e japonês. A quantidade de vagas e idiomas oferecidos variam de acordo com o CEL.
Podem se inscrever alunos da rede estadual a partir do 7º ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio ou Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Os interessados devem procurar a Diretoria de Ensino de sua escola para verificar a disponibilidade de CEls, assim como a oferta de idiomas e vagas na região. Clique aqui.
Os estudantes devem comparecer à unidade acompanhados dos pais ou responsáveis para fazer a inscrição (no caso dos menores de 18 anos).
O curso de inglês tem duração de um ano e os demais três anos, ou seja, seis semestres. As aulas acontecem quatro vezes por semana, no contraturno das aulas do ensino regular.
O jovem Leonardo Souza Pinto, cursou no Centro de Línguas Plinio Negrão, e comemora os resultados obtidos com a língua alemã. “O Cel me ajudou bastante com a minha formação alemão básico. Por exemplo, eu cheguei aqui sem conhecimento nenhum de alemão! Então, com o conhecimento de várias línguas, nós podemos, inclusive, ir para outros países e assim conseguimos evoluir muito mais com um futuro bem melhor.
Em 2016, o jovem decidiu participar do FIT, avaliação realizada pelo Instituto Goethe e que dá aos classificados certificados em proficiência em Língua Alemã.  Na prova, Leonardo obteve o segundo lugar geral. “Com a nota máxima , ele conseguiu participar desse programa de imersão , onde eles ficam uma semana em outro Estado falando só alemão”, disse a docente Erica de Moraes Rego.
Metodologia
O plano de estudo dos CELs tem foco na conversação em situações do cotidiano e mercado de trabalho. “O Centro de Estudo de Línguas pode mudar a vida profissional de um aluno, mas a pessoal também. Possibilita maior entendimento de identidade cultural, de respeito. Tudo isso muda em nós, é um crescimento. O Centro de Línguas faz a diferença na formação do aluno”, fala Nathan Ventura, professor de Espanhol do CEL.
O rendimento é avaliado em provas escritas e orais em sala de aula. Além do certificado, as notas e a carga horária são incluídas no histórico escolar do estudante e podem ajudar para comprovação de proficiência.
“O aluno sai preparado em três anos. Nesse período, ele aprende a falar, escrever e ler”, explica a professora de Japonês do CEL, Edna Tanaka. Oferecer aulas de formação complementar é um forte aliado à formação profissional e cultural de cada um dos estudantes da Educação.
Fonte: Secretaria do Estado da Educação de São Paulo.

9.5.16

FINLÂNDIA: a melhor educação do mundo.

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.
Na Finlândia a internet é um direito de todos.
A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.
Sim, na Finlândia se paga bastante imposto: 50% do PIB.
O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.
Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.
Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.
Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.
Veja o seguinte documentário chamado The Finland Phenomenon, imperdível, elaborado por estadunidenses:
Em inglês:
Legendas em espanhol:
Assista este outro vídeo com legendas em português, sobre a educação na Finlândia. Mostra que as crianças escolhem suas profissões pelo o que gostam de fazer, e não no que ganharão mais dinheiro. Que é mais fácil ser médico do que professor no país. Que há pouca desigualdade social, e todos utilizam as mesmas escolas, quase todas estatais e de muita qualidade.
Fonte: Blog do Tarso

8.12.15

A Educação é uma Fraude.

Prof. Roney Signorini
Assessor e Consultor Educacional
roney.signorini@superig.com.br

Conhecer pessoalmente Cláudio Naranjo, professor em Berkeley desde 1968, depois de ter lido algumas de suas obras, ouvir suas palestras e sobretudo mergulhar reflexivamente nas suas teorias, é algo extraordinário. Não sem razão estão a indicá-lo para o Prêmio Nobel da Paz 2015. Ultimamente esteve em São Paulo nos meses de maio e agosto proferindo palestras no Colégio Dante Alighieri. A revista Época, no final de maio, trouxe-o de volta à cena em extensa entrevista.
De postura serena, voz tranquila e olhar amistoso, o médico psiquiatra chileno, de 83 anos, ao falar se impõe: “A educação não educa. É uma fraude. Não se deve confundir instrução com educação”.. Com essa saraivada, procura influenciar a opinião pública e as autoridades com a ideia de que só uma transformação radical na educação poderá mudar o curso catastrófico da História.
Em sua mais nova obra—A Revolução que Esperávamos–(Verbena Editora), Cláudio Naranjo afirma que a crise atual só pode ser superada por uma mudança profunda no modelo educacional. No mundo da psicoterapia, é reconhecido como um dos mais expressivos profissionais da atualidade. Há mais de 40 anos em atividade e com diversos livros publicados, Naranjo fundamentou linhas psicológicas, integrou a sabedoria oriental aos processos científicos ocidentais de estudo do comportamento humano e fundou uma abordagem de desenvolvimento denominada SAT (sigla em inglês para Seekers After Truth, ou Em Busca da Verdade), um programa holístico constituído por práticas da psicoterapia moderna, concepções espirituais, meditação, terapias corporais e de gestalt.
Do alto dos cabelos e longa barba branca, ele sentencia que a crise que estamos enfrentando não é apenas econômica, mas multifacetada e universal, e pode ser um sinal da obsolescência do conjunto de valores, instituições e hábitos interpessoais que chamamos civilização. E vai além dizendo que precisamos de uma mudança da consciência e o melhor caminho é a transformação da educação, por meio de uma nova formação de educadores – orientada não só para a transmissão de informações, mas para o desenvolvimento de competências existenciais. Assim, a crise de valores exige revolução na educação. E conclui que os livros podem transmitir conhecimento, mas atitudes só podem ser ensinadas por pessoas; e o atual modelo educacional deixa o aspecto pessoal do professor em segundo plano. Assim, as escolas ainda não cumprem um dos quatro pilares estabelecidos pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1990: o de educar para Ser.
A proposta do professor Naranjo é estabelecer o desenvolvimento de competências existenciais, não técnicas, classificadas como amor ao próximo (empático); amor aos ideais (devocional); amor a si (desejos); a consciência do presente; o autoconhecimento (quem sou) e o desapego. Para ele, essas competências, negligenciadas ao longo dos anos, são a forma ideal de os professores difundirem, entre si, os resultados encontrados no desenvolvimento a partir de suas experiências, de sua transformação. A formação permite a eles que sejam mais completos como pessoas, consequentemente, melhores profissionais. E isso não se restringe ao educador, mas a todos os profissionais, em qualquer área. Equivale dizer que é preciso ser uma boa pessoa, é preciso relacionar-se com o outro como pessoa, ser um modelo de pessoa, e não apenas um modelo de saber.
Nas plateias, Naranjo inquieta os acomodados, nas poltronas, nas consciências e no ensimesmamento, e na soberba com disparos de grosso calibre como quando afirma que aeducação destina-se ao desenvolvimento humano, não à incorporação de conhecimentos. Para que passar anos oferecendo ao jovem o conhecimento do mundo exterior quando já o encontramos no Google? De que serve essa prática? Isso é um roubo da vida do jovem. Isso serve para quê? Para passar anos somente para aprender a se sentar quieto? Para treinar a obediência? Nesse contexto, o educador tem imposta uma vestimenta interna de atitude, de respeito à autoridade educacional. Isso dificulta que ele tenha uma voz transformadora. Algo como impor que o objetivo da educação seja manter as pessoas adormecidas, robóticas, obedientes à força do trabalho construída com a Era Industrial, o que continua sendo a motivação opressiva da educação.
Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? Para Naranjo, o nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.
Toda a placidez com que Naranjo coloca suas ideias em público parece acompanhar uma expressão usada pelo presidente americano Theodore Roosevelt: “Fale suavemente, mas tenha sempre um porrete na mão. Você irá longe”. Frases de efeito – como “A educação atual produz zumbis” e a afirmação de que ”As crianças são tachadas como doentes com distúrbios de atenção e de aprendizado, mas em muitos casos trata-se de uma negação sã da mente da criança de não querer aprender o irrelevante” – caem como bombas nos auditórios.
Com atitude politicamente correta, ele diz que “os ministros da Educação me recebem muito bem. Eles concordam com meu ponto de vista, mas na prática não fazem nada. Pode ser que isso ocorra por causa da própria inércia do sistema. O ministro é como um visitante que passa pelos ministérios e consegue apenas resolver o que é urgente. Ele mesmo não estabelece prioridades”.
 Fonte:IG